Emancipação

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Internacionalistas

As greves não são egoístas

Quando os trabalhadores enfrentamos a empresa em que trabalhamos, duas lógicas opostas se enfrentam. Nós nos esforçamos para atender às necessidades. O que quer que digam, não são «necessidades egoístas», são necessidades humanas – bem-estar e condições de trabalho decentes. Necessidades que gostaríamos de ver satisfeitas para todos e para as quais não se subtrai o bem-estar de ninguém. As empresas opõem-se à importância de pagar um dividendo sobre o capital investido nas mesmas. Dividendos que vêm do trabalho de todos.

Têm a audácia de nos exigir solidariedade, isto é, de sacrificar as nossas necessidades para pagar mais dividendos. Têm a audácia de nos dizer que as nossas necessidades dependem do lucro e que sem dividendos para distribuir as nossas necessidades, a nossa vida e a nossa, não são «justas» mas «egoístas».

Pior ainda, os dividendos que ganham tornam-se mais capital que tem de ser amortizado e produzir mais dividendos. E deixa cada vez menos para as necessidades dos trabalhadores que fazem as coisas e produzem os serviços. Essa sociedade, que cada vez mais se opõe aos meios, aos instrumentos que são utilizados para produzir, às necessidades humanas, é o mundo de pernas para o ar. E é o mundo em que vivemos. E a única forma de inverter a situação é pôr as necessidades humanas à frente do capital.

Defendendo nossas necessidades em cada greve, em cada empresa, os trabalhadores mostram que é possível e necessário um mundo “à direita”, um mundo organizado segundo as necessidades humanas e não segundo o dividendo.

Essa sociedade organizada de acordo com as necessidades de todos, é o que se chama «comunismo». É exactamente o contrário das ditaduras totalitárias, do militarismo e do nacionalismo. É por essa sociedade, a única que nos pode oferecer um futuro, que lutamos na «Emancipação».

Proletários de todos os países, uni-vos, suprimam exércitos, polícia, produção de guerra, fronteiras, trabalho assalariado!