Emancipação

Emancipação

Internacionalistas

Por um segundo Manifesto Comunista

Por um segundo Manifesto Comunista

Chave da rebelião da humanidade, a rebelião do proletariado face ao capital e ao trabalho assalariado é a única capaz de fazer abandonar uma situação tão baixa e de atear o fogo do sonho revolucionário — fator histórico materialista entre todos.

Mas as ideias concretas da Revolução Russa, tal como o «Programa de Transição» as retoma, estão longe de bastar a semelhante projeto. Escrito por Trotski em 1937-38, quando a significação do período que abre a derrota da revolução espanhola ainda se não desenhava nitidamente, esse «programa» revela-se hoje mais do que insuficiente, bom para favorecer os oportunismos em face da contra-revolução estalinista e das suas filiais. Mostra-se caduco do mesmo modo que em 1917 era o programa anterior de Lenine. A não ser que o ultrapasse, tendo em conta a experiência e as condições objetivas criadas pela movimentação do capital, bem como as possibilidades subjetivas do proletariado no caso de uma plena agitação revolucionária, não ganhará a vitoria em parte nenhuma e todo o movimento insurrecional será esmagado pelos falsários.

O presente Manifesto, que inspira a nossa atividade em Espanha e à escala internacional, mostra-se interessado em superar essa carência ideológica. Dirigimos-nos a todos os grupos e organizações espalhadas pelo Mundo que sentem igualmente a necessidade da revolução socialista, tanto no bloco oriental como no bloco ocidental. Convidamos todos a estudar as ideias aqui expostas. O renascimento de uma organização proletária à escala mundial exige a rutura com inúmeros atavismos e um pensamento constantemente inventivo. Estamos dispostos a discutir publicamente tudo o que aqui expomos, com qualquer grupo cuja atividade pratica e teórica demonstre a sua identificação com a Revolução. Mas não perderemos tempo com aqueles onde o diletantismo domina, mesmo se pretendem partilhar, inteira ou parcialmente, das nossas ideias.

À ideia revolucionária «não é uma paixão do cérebro, mas o cérebro da paixão» (Karl Marx) e, como tal, reclama-se absolutamente outra coisa que nûo sejam pequenos jogos literários ou protestos mentais. Todo o diletantismo é uma reverberação do mundo contra a qual nos nos batemos.

Proletários de todos os países, uni-vos, suprimam exércitos, polícia, produção de guerra, fronteiras, trabalho assalariado!